quarta-feira, janeiro 25, 2006

Rosa dos Ventos

Tudo bem. Estou num mato sem cachorro -- usando as palavras dos antigos. Sem aquele melhor amigo do homem com um focinho especializado em achar o que nos é invisivel. Nesses tempos de tecnologia de ponta poderia eu dizer também, sem incorrer em exageros, que estou mesmo é no deserto sem GPS. Olhar para o céu e perguntar às estrelas para onde ir me parece ridículo. Afinal isso é coisa de selvagem, e a civilização me trouxe até aqui, dando-me as boas vindas ao nada. Disse que para sair desse buraco só com um quatro por quatro e um GPS. Que saudade do velho cão. Saudade de olhar para as estrelas com admiração. Mas o que eu desejo mesmo é um guarda-sol e um copo de limonada bem gelada. Só tenho medo à noite de fantasmas do passado que se projetam em minha frente como um filme repetido mil vezes. Ou de miragens que aparecem ao meio dia, quando nossos miolos fervem de tanta imaginação. Lembrem-se, meus caros, que tudo parece que nos aconteceu ontem, como se andássemos num circulo do tamanho de nossos umbigos.

1 Comments:

At 11:32 PM, Anonymous Anônimo said...

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